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Inversão de papéis – Como Fazer

 

A possibilidade do prazer masculino com a estimulação anal é fato, mas nem por isso deixa de ser tabu. O pavor que o heterossexual (masculino ou feminino) convicto tem com o simples vislumbre desse possível prazer é tal, que isso passa de geração em geração como um preconceito pra lá de concebido. Não tenho nenhuma intenção de estuprar mentes e forçar ideias, mas acho muito importante partilhar experiências e incentivar a discussão e reflexão sobre o assunto.

Antes de tudo uma confissão em aberto. Já fui muito preconceituosa a respeito do prazer anal masculino. Pra mim, tratava-se de homossexuais enrustidos que não tinham coragem de aceitar outro homem sexualmente e então se contentavam com a carícia vinda de uma mulher como prêmio de consolação. O tempo foi passando e fui, lentamente, me permitindo experimentar e aceitando que existem outras possibilidades.

1ª lição

Admito que existam homossexuais convictos, assim como heterossexuais também. A bissexualidade pode ser uma ótima opção para quem quer uma vida sexual diversificada, mas não necessariamente é uma opção generalizada. Portanto, é extremamente preconceituoso de qualquer parte, homo ou hetero, achar que um homem que tenha prazer com a estimulação anal seja essencialmente homossexual.

D & G – A Traição

Neste texto eu conto como foi o meu primeiro contato com um homem que demonstrou sentir prazer anal. Da estranheza e preconceito ao prazer de dar prazer. É claro que em muitos pontos uso de liberdade poética, afinal, trata-se de um conto/relato erótico e a intenção dele é não apenas passar a informação, mas também toda a atmosfera de prazer. Ainda assim, há muita verdade nele, acho que vale ser lido.

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Não lembro bem como a conheci. D. virou uma amizade de cama e mesa, como diria a minha avó. Amanhecia e anoitecia o dia aqui em casa. Foi uma época que eu estava entre empregos e fazia faculdade de manhã, portanto sobrava tempo para fofoca e aprontar. Já conheci D. separada de G., mas ele era o assunto principal dela.

Segundo ela, G. era o melhor beijo, o melhor partido, a melhor trepada, o maior e melhor pau… Passava horas falando dele e eu, já meio sem paciência, um dia perguntei que se ele era tão maravilhoso, porque não estavam juntos? Ela gaguejou, desconversou, mas então assumiu cheia de vergonha que, infelizmente, apesar de amá-lo tinha um vício, adorava trair seus namorados, com ele não foi diferente. Ele podia ser tudo de bom, mas ela tinha mania de não perder oportunidades, nem por G.

Lembro que eu na época achei aquilo tão estranho, incoerente. Até hoje, quando estou apaixonada sou fiel, safadeza, só se for junto, nada de coisas escondidas. No entanto, eu via verdade e sofrimento nas palavras dela. Fui então dar uma de cupido e tentei ajeitar as coisas entre eles. Só o conhecia de vista, mas não foi difícil fazer contato, ele fazia Cooper no mesmo lugar onde eu fazia caminhada. Ele era inteligente, bonito, interessante, nunca faltava assunto, estava sempre bem arrumado e cheiroso, bom filho, não bebia, não fumava, tinha uma vida super saudável. No entanto, particularmente eu achava-o bonzinho demais, daquelas pessoas que sempre querem agradar. Numa análise superficial, não dava pra imaginar aquele Senhor Certinho um deus do sexo. Minha amiga devia mesmo ser muito apaixonada, G. de tão educado e perfeito parecia um... E aquele pensamento virou idéia fixa pra mim.

Ficamos amigos, e por mais que eu tentasse convencê-lo a tentar voltar, ele se prendia à traição dela para não querer sequer tocar no assunto. Já que ele não sabia das outras escapulidas e da compulsão dela por traição, não era eu quem iria comentar. Às vezes, eu chegava a pensar que havia certo alívio dele com o deslize dela, ela deu o motivo que precisava e ele se valia disso. Foi então que desistindo do papel de reconciliadora, conversei com ela seriamente, disse que era caso perdido e ela continuou sua vida com seus múltiplos namorinhos, sua obsessão por ele e a nossa amizade, que eu fingia não saber bem porque, havia esfriado um pouco após a minha tentativa de cupido frustrada. No fundo, G. se tornou um mistério a ser desvendado por mim. Minha intuição me dizia que ele era, mas tudo o que ela dizia ia contra e eu, curiosa, quis tirar a prova.

Meu contato com ele ficou cada vez mais freqüente e em uma das noites que saímos, apesar do adiantado da hora, aproveitamos para caminhar e conversar. Eu não perdi tempo e puxei um assunto bem safado. Já havíamos algumas vezes falado de sexo, de desejos, até mesmo fetiches, mas naquele dia fomos mais além. Descobri que ele tinha um tesão absurdo por lingerie vermelha e como naquele dia eu estava com uma descaradamente puxei-o para um canto escuro na intenção de mostrar pelo menos o sutiã. Sempre fui exibicionista, eu é que não perderia a oportunidade de tirar minha dúvida. Abri minha blusa bem devagar, conversando calmamente dissimulando a minha má intenção em seduzi-lo. Ele suava, gaguejava, dizia que eu era louca, mas não corria. Estava ali diante de mim parado, hipnotizado pela minha atitude. Abri até o quarto botão da camisa e perguntei se ele gostava, e ele sorriu sem graça dizendo que o sutiã era realmente lindo. “Pronto, já mostrou, agora vamos, antes que alguém perceba que você está ficando pelada no meio da rua” e antes que ele virasse e saísse eu aproximei meus lábios do dele, iniciando um super beijo.

Nem preciso dizer que minha teoria caiu por terra, aquele homem nasceu para beijar. Se era ou não, pouco importava, sabia exatamente o que fazer com mãos, boca e principalmente, como esfregar-se em mim a ponto de me deixar doida. Beijou, chupou, mordeu, mamou meus mamilos até me endoidecer completamente. Juro que esqueci que estávamos na rua e aproveitamos o cantinho discreto para dar vazão à sacanagem. Sem parar de me beijar a boca, com as coxas ele entreabriu minhas pernas e com mãos ágeis, levantou a saia e afastou a calcinha. Molhou seus dedos em minha xoxota melada e dedilhando, encontrou meu clitóris rijo e sensível de tesão, gozei em segundos de tão excitada que estava. E para retribuir, abri o zíper da calça dele, libertando o seu pau latejante. Apalpei, a cabeça estava inchada, melada e sem dizer nada, olhei para os lados e vendo que não havia ninguém por perto, me coloquei de joelhos e comecei a chupá-lo. Abaixei um pouco mais o jeans e o fato dele estar sem cueca facilitava a mamada. Enquanto chupava, massageava de leve suas bolas, e acariciava a sua bunda enquanto ele ditava o ritmo da chupada, fodendo minha boca, empurrando minha cabeça de encontro ao pau. Eu entalava, mas desafiadoramente olhava-o nos olhos, tendo o céu estrelado como testemunha.

Foi então que tive uma idéia, meti dois dedos em minha boca e deixei-os melados de saliva, voltei a mamar seu pau e com a mão por baixo, comecei a dedar de leve seu cu. Percebi que aquilo o deixou doido de tesão e continuei. Comecei com um dedo, mas logo meti o segundo e foi então que ele segurou firme minha cabeça, estremeceu o corpo e gozou. Quando senti o jato de porra, ainda tentei tirar a cabeça, mas como estava em suas mãos ele me manteve ali, entalada, meti o dedo bem fundo e senti as pernas dele fraquejarem. Ele soltou minha cabeça, eu tirei lentamente meus dedos. Enquanto ele arrumava a calça, trêmulo. Foi escorregando pelo muro até sentar no chão, diante de mim, que ainda estava de joelhos. Ele deu um sorriso, segurou meu rosto entre as mãos e me deu um beijo gostoso, profundo, metendo em alguns momentos os dedos melados de mim em nossa boca, fundimos naquele beijo nossos sabores. Permanecemos um tempo ali, sentados, até recuperar o fôlego, mudos, não tínhamos nada a dizer. Pouco tempo depois ele me deixou em casa e foi embora.

Dias depois, não sei exatamente como, o assunto chegou aos ouvidos dela. Até hoje eu não sei como o assunto vazou. É claro que ninguém nunca soube os detalhes do que rolou, mas foi horrível a repercussão do fato. Fui taxada de traidora, mesmo eles não estando mais juntos e sendo D. a safada que era. Para todas as amigas em comum, eu fui a grande safada, traidora e a nossa saída era algo inconcebível, em se tratando de mim. Podia ser qualquer uma, mas não eu, sua amiga mais fiel. Eu e G. acabamos não saindo mais e nos afastando. Até hoje eu não sei se foi pelo buxixo que rolou em torno ou se ficamos meio envergonhados pelo que aconteceu. Afinal foi intenso, mas deliciosamente constrangedor.

2ª lição

Quem disse que existe maneira certa ou errada de ter prazer desta ou daquela forma? A construção de um tabu acontece e se estabelece de maneira velada ao longo de gerações. O indivíduo crê, mesmo sem uma opinião própria formada, que determinado comportamento é errado e sequer questiona, apenas assume como verdade. Acho que independente de assumirmos (ou não) determinadas preferências e levantarmos bandeiras (estar em evidência nem sempre é algo confortável) é importante manter uma mente livre para as possibilidades, aceitando ou não.

O Tabu do “fio-terra”

Serei direta, e antes de tudo, compreensiva. O tabu é algo cultural, tanto da parte dos homens quanto das mulheres, muitas acham que um homem que tem prazer com esta prática é homo quando, no entanto, a maioria sequer se imaginou com um homem algum dia. Cabe à mulher ter conhecimento da anatomia masculina e principalmente da psicologia do ato. É prazer, nada mais que isso. Não vamos acabar com isso de uma hora para outra e nem quero sair por aí levantando bandeiras: “Rapazes, liberem o fio terra!”. Respeito os que não gostam e não é nenhuma regra ter que comer um cu. No entanto, até hoje comigo, todos os homens que se renderam ao carinho, gostaram, mas… A exemplo do PD, nenhum ficou freguês, apesar do prazer. Acho que é charminho, igual mulher que dá o cu. A gente não vive liberando a 3 por 2, não é mesmo?! 

Existem maneiras deliciosas de “comer” um homem. E chupar dedando… Hummmm… Nem sei o que dizer. Acho que é a melhor. Nada se compara à carinha de prazer dele. Para este tipo de prática não precisa de nada mais que as duas primeiras falanges do dedo médio, não estupram ninguém e é perfeito para massagear a próstata enquanto chupa e dá prazer. Uma camisinha no dedo já dá a lubrificação necessária para não causar nenhum desconforto ou dano por causa da unha.

Uma prática um pouco mais agressiva, mas não menos prazerosa, é submetê-lo à penetração gradativamente. Um dedo, dois, três, quatro… Preencher o outro e executar um vai e vem, literalmente comendo-o. Para tal prática eu costumo usar luva de látex e ky gel.

A massagem prostática, que pode ser feita com o dildo (pau de borracha) ou com dois dedos, deve ser com o cara de quatro e pode ser feita como uma ordenha. Esta mesma prática pode ser usada como prêmio ou castigo, é possível (eu já fiz) fazer o cara ejacular sem gozar, esvaziar todo o sêmen, sem prazer. Ou… Massagear a próstata manipulando o pau como a teta de uma vaca e levá-lo ao prazer total. Bastante interessante.

Outra também interessante é o uso do plug anal, um plug de borracha anatomicamente desenhado para ser introduzido e encaixado no cu. A ponta é fina, vai alargando como um cone, até afinar agressivamente na base e ter novamente um suporte largo no fim. Literalmente um plug. A parte mais larga é intencionalmente assim para fazer pressão na próstata. E o que inicialmente é um incômodo, depois se transforma em prazer. Nesta prática, além da camisinha costumo usar também KY gel.

E a mais hard e não menos deliciosa é o “strap on”, que é aquela onde a mulher coloca uma cinta de couro e acopla o dildo (pau de borracha) à frente. Confesso que de todas as práticas, esta foi a que eu fui mais resistente. No entanto, é um prazer diferente, não tem como explicar. É uma troca, eu como você e você me come, delícia! O detalhe sórdido dessa história, é que eu o comi com o mesmo dildo que foi previamente encaixado em mim numa dupla penetração. Dildo na xoxota e pau no cu. Vale ressaltar que para cada penetração uma camisinha diferente, nem mesmo com o enema (lavagem intestinal) acho seguro intercalar a penetração.

Um comentário interessante a fazer, é que passei a admirar e amar muito mais os homens após esta prática, afinal, é difícil pra caramba comer um cu… risos. Mulheres ainda têm muito que aprender…

3ª lição

Buscar informações é sempre importante. Vivemos em uma época maravilhosa, onde a informação é difundida muito democraticamente através de revistas, livros ou mesmo aqui, na internet. Quando me encantei com o prazer de dar prazer com a estimulação anal do parceiro, percebi que determinados cuidados se faziam necessários, tal qual a devida lubrificação da área, que originalmente não tem nenhuma lubrificação. Assim como o uso de preservativos nos acessórios ou luvas para a manipulação direta, por uma questão de higiene e prevenção de possíveis contaminações ou acidentes, principalmente com as unhas. No caso da massagem prostática, o desconhecimento da fisiologia masculina exige um pouco mais de sensibilidade e conhecimento, nada que uma vontade real de entender mais sobre o assunto não dê jeito.

 

Massagem Prostática

Não lembro quando tomei conhecimento desta prática, o fiz a primeira vez por pura curiosidade e vendo que dava tesão nele, continuei e levei-o ao gozo dedando “lá” enquanto chupava-o. Descobria o famoso “fio-terra”. Ao longo da vida, se algum parceiro deixava, eu (de leve) sempre chegava bem pertinho da área proibida. Tinha curiosidade, mas nunca era abusiva demais. Se, percebia qualquer desconforto ou constrangimento, mudava o caminho e estava tudo certo. No entanto, só busquei realmente conhecimento sobre o assunto, quando me meti com homens que curtiam inversão, mais especificamente o “strap-on”. Queria entender o prazer anal masculino e tive então conhecimento da massagem prostática.

A estimulação da próstata se faz com as mãos calçadas em luvas de látex (para proteger de possíveis lesões internas por causa das unhas), o dildo (calçado com um preservativo) ou um estimulador específico para este tipo de massagem, devidamente lubrificados com gel à base de água. A posição mais confortável é com o homem de quatro. Com a palma da mão para baixo, a introdução do dedo médio e massagem devem ser feita de maneira constante e suave. Nunca esquecer que a região anal não tem lubrificação, portanto é importantíssimo o uso do gel em abundância. A intenção da prática não é provocar dor, mas através da estimulação da próstata liberar o sêmen durante o milking, ou ordenha. Com a outra mão, pode ser feito o acompanhamento, como se estivesse ordenhando o pênis, ou simplesmente manipular a região até o esvaziamento completo. O sêmen escorre naturalmente, o homem sente quase como se fosse urinar e se ele relaxar, deixar vir, a ejaculação escorre naturalmente.

4ª lição

Partir pra prática é essencial e possível. É interessante, excitante e estimula e muito a criatividade. Se você é homem, tem uma parceira sexual de confiança e tem a fantasia, não tenha medo e ouse. O máximo que pode acontecer é não gostar. Por isso é tão importante ter um canal de discussão aberto com a parceira para falar do assunto. Se você é mulher e ainda vê com alguma estranheza a proposta do seu parceiro, relaxe. O preconceito inicial é natural, anormal é depois de todas as dicas acima ainda achar que o prazer de alguns (veja bem, não disse todos) homens com a estimulação anal seja mito ou sinônimo de homossexualidade. Acreditem… Homossexuais buscam um par do mesmo sexo e não o contrário.

Espero com este texto informar, com conhecimento de causa, que o prazer sexual masculino com a estimulação anal não é mito, apesar de ser tabu. Se você que lê agora, homem ou mulher, e tem curiosidade, quer saber mais sobre o assunto saiba que os links que passei são contos/relatos de experiências vividas. Já fui preconceituosa, mas hoje, prefiro me embasar no conceito que, se dá prazer ao outro e não me causa dano algum, por que não experimentar e ver se gosto e tenho prazer também?

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